sexta-feira, 14 de março de 2014




















Neste dia onde as horas não se confessam pertinentes nem as palavras palpitam fora do coração escrevo linhas infindáveis de letras vou desfiando cada teia cada emaranhado de sentimentos que ficam por dizer mas, de todo por sentir é bom receber cada impacto cada sopro sempre como o primeiro e resistir às falésias que o tempo teima em não deixar passar em branco em menos de nada tal como as noites os dias em que escrevo e onde nada digo e como as gaivotas que perscrutam o mar em busca de uma centelha assim moro em mim tranquila procurando o sustento do sustentável poema que ainda está por nascer.

IsabelPinto

terça-feira, 11 de março de 2014



















Hoje e só por hoje escrevo o quanto me apetece beijar tuas mãos afagar teus cabelos e amaciar tua pele e só por hoje eternamente escrevo o bem-me-quer que me sinto em ti e as cores arco-íris que se aproveitam de mim enquanto escrevo hoje assim e em momento algum renuncio a este pedaço de tempo que o presente de te ter me deu hoje e só por hoje escrevo meu coração agradece o prazer de conhecer e contemplar tuas estrelas hoje e só por hoje digo… como amo vê-las! 

Voar













Uno as mãos e confesso
Que tenho medo
De mergulhar nos teus olhos
(profundos)
Sem antes verter uma lágrima
Um soluço
Pelo inédito do pranto

E nessa prece que não me canso
De lacrimejar sem parar
Desuno as mãos e agarro a vida
Pronta a continuar


É como se o mundo parasse de repente assim entre nós e o tempo o acompanhasse à revelia do relógio de areia que se desfaz entre dunas desérticas e sobre esse momento preciso deitamos as perdas as tristezas e todas as viagens sem retorno e continuamos a sonhar que amparamos as estações do ano e que no fim nada existe sem um início inteiro.

Intimus


Quero pintar meu amor num mural
Afaga-lo com cores anímicas
 E sem réstia de tinta ressequida
Quero porque sim
Elevar este cântico 
Esta vontade de ir mais alto
Esta esperança feita liberdade
E o poder de lançar palavras
Em tua ternura pinceladas

Quero dizer deste tamanho
Que te amo até à lonjura do dia
E sem conter esta Alegria
Quero pintar toda esta chama
E contemplá-la quando a luz o permitir
Numa noite de estrelas
Opalinas, sedosas e belas

E dos confins dessa altura
Desejo evocar o amor que sinto por ti
Mais a imensidão que brota de meu peito
Que grito até ser madrugada
Quero porque sim

E sobre esta minha vontade
Lanço água benta e peço aos céus
Um momento somente para enquadrar
Este mural em minha vida
Solenemente!

IsabelPinto