terça-feira, 28 de junho de 2016



Com o coração metido na boca
E os pés no chão enterrados
Caminho
Por entre céus vazios de gente

Adiante ouço com os olhos na caixa dos ossos
Guardados
Infinitamente vislumbrados

Por encontro o corpo aguarda as tuas mãos
 Amor...

E respira com todo o ar do mundo!

IsabelPinto

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Era importante dizer-me o que sinto por fora… era…agora sei também quilo que sinto por dentro como algo não divisível algo que faz parte de mim algo que fui conquistando aos poucos algo que me diz o pormenor de viver particulares momentos só meus. Era importante dizer-me o que sinto por fora porque tinha medo daquilo que sentia por dentro eram caminhos há muito impedidos há muito bloqueados eram caminhos intransitados obstruídos cheios de tensão repletos de medos de frustrações de confusões de dores de tremores. Ainda o caminho não está todo limpo conforme tanto desejava há tanto tempo mas não sabia que o poderia fazer…devagarinho como uma carroça conduzida por alguém muito cansado e muito pesada. Assim como devagar a tensão se instala assim como devagar a devo de remover. Não existem milagres nem curas milagrosas nem tão pouco recuperações eternas mas sim viver um dia como a última noite em que sonhei a minha liberdade a livre imagem da minha criação da minha criatividade que a sociedade teima em abafar fora de mim. Porque dentro reside aquilo que sinto e se estou fora não sinto vivo somente a vontade de ser mais uma entre milhões mais uma entre alucinações que não me deixam sonhar.



quarta-feira, 16 de abril de 2014



Queria eu ter o dom de te escrever uma carta de amor com palavras semeadas e colhidas à luz do luar ou escritas em pautas de música ou quadros por pintar Queria eu atingir esse feito e dizer a todo o mundo o que vai no meu peito Queria eu saber recitar todas as nuances do verbo amar e dizê-lo a uma só voz Queria eu ecoar pelos confins do universo todo o esplendor que sinto e subtilmente enviar ao teu coração uma mensagem Queria eu poder Queria eu saber Queria eu ter o dom de te escrever…

sexta-feira, 14 de março de 2014




















Neste dia onde as horas não se confessam pertinentes nem as palavras palpitam fora do coração escrevo linhas infindáveis de letras vou desfiando cada teia cada emaranhado de sentimentos que ficam por dizer mas, de todo por sentir é bom receber cada impacto cada sopro sempre como o primeiro e resistir às falésias que o tempo teima em não deixar passar em branco em menos de nada tal como as noites os dias em que escrevo e onde nada digo e como as gaivotas que perscrutam o mar em busca de uma centelha assim moro em mim tranquila procurando o sustento do sustentável poema que ainda está por nascer.

IsabelPinto

terça-feira, 11 de março de 2014



















Hoje e só por hoje escrevo o quanto me apetece beijar tuas mãos afagar teus cabelos e amaciar tua pele e só por hoje eternamente escrevo o bem-me-quer que me sinto em ti e as cores arco-íris que se aproveitam de mim enquanto escrevo hoje assim e em momento algum renuncio a este pedaço de tempo que o presente de te ter me deu hoje e só por hoje escrevo meu coração agradece o prazer de conhecer e contemplar tuas estrelas hoje e só por hoje digo… como amo vê-las! 

Voar













Uno as mãos e confesso
Que tenho medo
De mergulhar nos teus olhos
(profundos)
Sem antes verter uma lágrima
Um soluço
Pelo inédito do pranto

E nessa prece que não me canso
De lacrimejar sem parar
Desuno as mãos e agarro a vida
Pronta a continuar


É como se o mundo parasse de repente assim entre nós e o tempo o acompanhasse à revelia do relógio de areia que se desfaz entre dunas desérticas e sobre esse momento preciso deitamos as perdas as tristezas e todas as viagens sem retorno e continuamos a sonhar que amparamos as estações do ano e que no fim nada existe sem um início inteiro.